A maior dúvida depois de escolher um purificador não é sobre marca ou modelo.
É sobre o que vem depois.
“Será que fica caro manter?”

Esse pensamento faz muita gente continuar comprando galão por anos — mesmo gastando muito mais sem perceber.
A realidade é simples:
o custo de manter um purificador não é mensal como a água mineral.
Ele é diluído — e por isso parece maior do que realmente é.
Este guia mostra o custo real, sem estimativas vagas.
O que compõe o custo de um purificador
Manter um purificador envolve apenas três fatores:
- Energia elétrica
- Troca do refil
- Uso ao longo do tempo
Não existe taxa escondida, recarga ou manutenção periódica obrigatória.
E é exatamente por isso que, no longo prazo, ele costuma substituir totalmente a água mineral — como explicado no guia sobre quando o purificador substitui o galão.
💸 O custo real de manter um purificador de água
A maioria das pessoas adia a compra de um purificador por acreditar que ele gera gasto constante.
Na prática, acontece o oposto: o custo mensal costuma ser menor do que comprar água mineral — mesmo considerando energia e manutenção.
Para entender isso corretamente, é preciso separar o custo em três partes: energia elétrica, troca do refil e uso diário.
🔌 Consumo de energia elétrica
O purificador não funciona como uma geladeira ligada o tempo todo.
Ele trabalha em ciclos curtos — principalmente os modelos domésticos.
Purificador sem refrigeração
Consumo médio: 5 a 10 kWh/mês
Custo aproximado: R$ 4 a R$ 10 por mês
Purificador com refrigeração eletrônica
Consumo médio: 10 a 18 kWh/mês
Custo aproximado: R$ 10 a R$ 20 por mês
Purificador com compressor
Consumo médio: 18 a 35 kWh/mês
Custo aproximado: R$ 18 a R$ 45 por mês
Na prática, mesmo o modelo mais potente costuma custar menos que um ventilador ligado diariamente.
(E isso varia conforme o tipo de refrigeração — assunto explicado no comparativo entre compressor e eletrônico.)
🔄 Troca do refil (manutenção obrigatória)
O refil é o coração do purificador — é ele que garante a qualidade da água.
Por isso, a eficiência depende diretamente da troca no prazo correto.
Vida útil média:
- 6 a 12 meses
ou - limite de litros filtrados
Valores médios no Brasil:
| Tipo de refil | Valor médio |
|---|---|
| Básico | R$ 60 – R$ 120 |
| Classe A / bacteriológico | R$ 120 – R$ 220 |
| Premium | R$ 220 – R$ 350 |
Custo mensal aproximado: R$ 8 a R$ 25 por mês
Ou seja, o gasto real não é mensal — ele é diluído ao longo do ano.
(E a importância do refil correto está ligada diretamente ao nível de filtragem certificado pelo Inmetro.)
📊 Custo mensal total do purificador
Somando energia + manutenção:
| Tipo de purificador | Custo médio mensal |
|---|---|
| Natural simples | R$ 10 – R$ 20 |
| Refrigeração eletrônica | R$ 18 – R$ 35 |
| Compressor | R$ 30 – R$ 70 |
Esse valor representa o abastecimento contínuo da casa inteira.
🧾 Comparação direta com água mineral
Uma família média consome de 4 a 8 galões por mês.
Gasto médio mensal:
- Água mineral: R$ 120 a R$ 260
- Purificador: R$ 10 a R$ 70
Economia anual aproximada: R$ 600 a R$ 1.200 por ano
Isso acontece porque o purificador trata a água no momento do consumo — não existe transporte, armazenamento ou logística no preço.
Existe outra manutenção?
Não.
O purificador doméstico não precisa:
- limpeza interna técnica
- recarga de gás
- visitas técnicas periódicas
A única manutenção obrigatória é a troca do refil.
Todo o resto é apenas higiene externa normal.
Quando o custo pode aumentar
O custo só sobe em três situações:
- refil não original (satura mais rápido)
- uso acima do previsto
- escolha errada do tipo de refrigeração
Por isso, escolher o modelo adequado ao perfil da casa evita gastos — exatamente como explicado no guia de escolha do tipo ideal de purificador.
📌 O que realmente importa
O purificador não deve ser visto como um produto, mas como um sistema doméstico de abastecimento.
O investimento acontece na compra.
O benefício acontece todos os dias depois.
Por isso, entender o custo mensal muda completamente a decisão:
não é apenas sobre gastar menos — é sobre parar de pagar continuamente pela mesma água.
Veredito técnico
Manter um purificador custa pouco.
Continuar comprando água custa sempre.
A diferença não está no preço do equipamento —
está no modelo de consumo.
Quando instalado corretamente e com refil trocado no prazo, o purificador se torna uma das economias domésticas mais consistentes ao longo dos anos.
Conclusão
A pergunta certa não é quanto custa manter um purificador.
A pergunta correta é:
quanto custa continuar dependendo de galões todos os meses.
O purificador concentra o gasto no início e reduz ao longo do tempo.
A água mineral faz exatamente o contrário.
E é por isso que, depois da instalação, a maioria das casas nunca volta ao modelo antigo de consumo.
Perguntas Frequentes
O purificador aumenta muito a conta de luz?
Não. Mesmo modelos com compressor costumam custar menos de R$ 45 por mês.
Precisa trocar filtro todo mês?
Não. Normalmente a troca ocorre entre 6 e 12 meses.
Refil genérico funciona igual?
Nem sempre. Pode saturar mais rápido e reduzir a eficiência da filtragem.
Vale a pena para quem mora sozinho?
Sim — principalmente modelos naturais ou eletrônicos de baixo consumo.
Ele realmente substitui o galão?
Sim. Desde que o refil esteja dentro do prazo, ele fornece água filtrada continuamente.
